domingo, 10 de junho de 2012

dói


Dói
falar para dentro,
nesse monólogo difícil, vigiado de soslaio
com invisível sarcasmo.
Dói
esse apanhar sem presença consistente ,
sem sons, sem tempo,
sem formas palpáveis , sem  consciência,
todo correto nos metros, nas rimas, nas linhas tortas,
encruzilhado no tempo, imobilizado no repetir-se
sem sentidos.
Dói
de uma dor incurável, intocável, insondável, insolvente,
mórbida, infinita...                                                                     p.rorato- 21.5.2012

Cartas del Reye(2)


Carta del Rey      2 2002

Vivo bem no castelo dos meus Sonhos                                    percival rorato
onde tudo tenho
e agradeço!
cuido deles com apreço,
-eles que passeiam pela Vida
me presenteando sempre.
Meus Sonhos não me traem,
não me ofendem,
não me deixam...
embelezam o castelo lindo,
-lindos!
...e se reproduzem
me chamando de Pai.

pas