domingo, 10 de junho de 2012

dói


Dói
falar para dentro,
nesse monólogo difícil, vigiado de soslaio
com invisível sarcasmo.
Dói
esse apanhar sem presença consistente ,
sem sons, sem tempo,
sem formas palpáveis , sem  consciência,
todo correto nos metros, nas rimas, nas linhas tortas,
encruzilhado no tempo, imobilizado no repetir-se
sem sentidos.
Dói
de uma dor incurável, intocável, insondável, insolvente,
mórbida, infinita...                                                                     p.rorato- 21.5.2012

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